BLOG

Mulheres evangélicas oram contra armamento

Foi surpreendente, e por que não dizer que foi maravilhoso?! Meus ouvidos folgaram de contentamento ao ouvirem a preletora afirmando com verve que a arma do cristão é a oração, e convocando as mulheres da igreja a orarem pela derrubada do decreto que arma o país.

Onde? Em uma Igreja do Evangelho Quadrangular.

Tenho escrito sobre um comportamento subcristão emergente nas camadas evangélicas, que negligencia os exemplos de Cristo para coadunar fé com as políticas de tortura e morte de Bolsonaro. Obviamente, também encontramos este comportamento em outros segmentos, inclusive entre espíritas, mas os irmãos evangélicos se destacam pelo quantitativo.

Conhecemos também outros grupos evangélicos com posturas afinadas com o Mestre, aliando vivência de fé com assistência humanitária e luta social; longe das armações de baixo teor vibratórios dos vencedores das eleições presidenciais de 2018.

No entanto, as mulheres que oravam em altas vozes contra o armamento, o fizeram por instinto de proteção à vida, e isso é sublime também.

Em verdade, a beligerância do projeto societário de Bolsonaro é acessório do machismo, dos afeitos ao uso da força para subjugar e dominar. E as mulheres que apoiam uma sociedade armada, carregam algo de suicida consigo.

A beleza da oração feita por aquele grupo espalhava um eco maternal, e sobrepujava direcionamentos eleitorais pró-Bolsonaro para marcar um território de convicção amorosa, pela vida das pessoas.

Assim fala a religião que unifica, assim fala o amor.

SOBRE O AUTOR

..