Tenho feito muitas reflexões sobre o mercado da escrita e a coerção de gostos que permeia essa fatia de comércio. Apesar de não refutar a necessidade de comecializar livros, pois que se tornam produtos a partir dos investimentos que os tornam matérias palpáveis, resta em minha alma um gozo primitivo que não se limita a amar quem é apresentada como vitoriosa pelos artefatos sociais burgueses.
Eu amo as mulheres anônimas que conseguem suportar o desprezo, inclusive das outras mulheres, para começar a escrever e nunca mais parar de fazê-lo.
O verdadeiro prêmio é acreditar em si mesma e romper o medo da solidão, o risco de rastejar por reconhecimento diante da antipática manifestação dos guetos elitistas.
Se você é uma escritora independente e ainda está tímida para exibir seu prêmio, que é a sua obra escrita e publicada, saiba que não precisa ficar sozinha!
Como coordenadora do Coletivo Mulheres que Escrevem, afirmo que entre nós existe um lugar para você.
A foto escolhida retrata uma oficina de escrita criativa promovida por nós, gratuitamente, meses antes da pandemia de covid-19. Nos dias de distanciamento, nosso grupo fermentou, e hoje alcança maturidade com sabor temporão.
Contatos:
@analaurindoescritora
@mulheres_escrevem





