MST enfrenta radicalismo bolsonarista em Minas Gerais, durante pandemia

O MST enfrenta o radicalismo armado do bolsonarismo em Minas Gerais, na reintegração de posse de uma área do acampamento Quilombo Campo Grande, no entorno da sede da antiga Usina Ariadnópolis, em Campo do Meio, no Sul de Minas Gerais.

Até às 19horas e 30 minutos desta quinta-feira (13) eram 36 horas de tensão entre a Polícia Militar, comandada pelo governador Romeu Zema, do Partido Novo. Uma liminar na Justiça determina a expulsão das famílias que produzem café. Jagunços dos fazendeiros atearam fogo na mata seca, a PM permitiu. O cenário é de guerra, para a extração, à força, dos 400 sem-terra na pandemia.

“Estamos vivendo um verdadeiro cenário de guerra. Já são mais de 36 horas resistindo à reintegração de posse. O fogo foi ateado por jagunços dos fazendeiros para encurralar os manifestantes. A PM permitiu o incêndio”, afirma Kallen Kátia da Cruz Oliveira, engenheira agrônoma do movimento.

O bolsonarista Romeu Zema é chamado de “covarde”.

“As famílias do acampamento Quilombo Campo Grande seguem há mais de 30 horas em resistência! Nenhuma casa ou produção foi atingida ainda. Podemos parar o despejo! Denuncie! Romeu Zema, tire a Polícia Militar! #ZemaCovarde”, escreveu o perfil oficial do MST no Twitter.

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