Ícone do site Repórter Nordeste

MST articula brigada de solidariedade à Venezuela

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou a articulação de uma brigada de apoiadores para ser enviada à Venezuela em resposta à recente ofensiva militar dos Estados Unidos no país vizinho. A iniciativa visa defender o regime chavista e ocorre em um momento de extrema tensão internacional após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas.

O MST mantém uma relação histórica com a Venezuela há mais de duas décadas, atuando em programas de cooperação técnica voltados à agricultura familiar e produção de alimentos orgânicos. Agora, o movimento busca ampliar essa presença com grupos focados em “contribuir com a defesa da soberania do país e com o fortalecimento das comunas”, conforme diretrizes divulgadas pela organização.

Para contrapor as narrativas sobre o conflito, o movimento lançou o boletim diário “Venezuela em Foco”. O objetivo da publicação é divulgar informações verificadas sobre a conjuntura política e social do país, combatendo o que o MST classifica como desinformação e propaganda de guerra.

Além da brigada e do informativo, foi estabelecido um calendário de ações diretas para o mês de janeiro:

A movimentação do MST ocorre em paralelo à pressão de juristas internacionais no Tribunal de Haia e às reações de líderes da Otan sobre as ambições expansionistas de Trump. Ao focar na “soberania nacional” e na libertação de Maduro e de sua esposa, Cília Flores, o movimento se posiciona como um dos principais eixos de resistência ideológica à intervenção norte-americana no continente.

Lideranças do movimento afirmam que a presença na Venezuela, desta vez, terá um caráter político e humanitário mais acentuado, visando dar suporte às estruturas comunais que formam a base de apoio do chavismo em meio à crise de desabastecimento e ocupação que se seguiu à invasão.

Sair da versão mobile