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MPF abre inquérito contra Emmanuel Fortes, vice do CRM

O médico Emmanuel Fortes virou alvo de um inquérito do Ministério Público Federal por prescrever medicamentos sem eficácia contra a covid-19. Ele é vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

Na semana passada, a Defensoria Pública da União protocolou uma ação na Justiça em que cobra R$ 60 milhões do CFM, por danos morais coletivos na pandemia. O presidente do Conselho, Mauro Luiz Ribeiro, admitiu que a liberação do uso da hidroxicloroquina foi feita sem qualquer respaldo científico e não existe nada na literatura médica comprovando a eficácia deste remédio contra a covid-19.

É batom na cueca. Um crime com provas e confissão.

Emmanuel Fortes é filiado ao PSL, que em Alagoas segue a orientação de Jair Bolsonaro. Também foi também candidato a vice-prefeito de Maceió ano passado. E busca espaços na política mantendo seu discurso alinhado ao do presidente da República.

Ele tenta atingir uma grande parcela do eleitorado, principalmente em Maceió, que nas eleições de 2018 deu vitória a Bolsonaro na disputa presidencial.

Voltando no tempo: em 2013, Emmanuel Fortes reclamava do Governo Dilma Roussef por causa da importação de médicos cubanos para eles trabalharem em lugares onde os profissionais brasileiros não tinham interesse de atender.

A campanha nacional do CFM deu certo: um dos primeiros atos de Bolsonaro foi retirar os cubanos do SUS.

Comunidades inteiras ficaram sem médicos, um ato de perverso, desumano. Mas a vontade do conselho foi cumprida.

Também em 2013 Emmanuel Fortes reclamava do fechamento de leitos do SUS no governo Dilma, o preço que o governo federal pagava por consulta e dos problemas estruturais da saúde.

Na pandemia, Bolsonaro cortou R$ 22 bilhões em créditos extras para o controle da pandemia. CFM e Emmanuel Fortes mantiveram o silêncio.

Jair Bolsonaro passou a prescrever remédios milagrosos contra a covid-19. CFM e Emmanuel Fortes nada disseram.

Divulgou informações falsas sobre estes remédios na ONU. Mais silêncio do CFM e Emmanuel Fortes.

O presidente da República passou a promover motociatas e incentivar seus seguidores a irem às ruas, negando a existência do vírus e sem que as pessoas usassem máscaras.

Aliás, não usar máscaras virou marca registrada dos negacionistas.

CFM e Emmanuel Fortes nada disseram.

Mais de 600 mil corpos, ao menos oficialmente, foram enterrados com o diagnóstico da doença.

Nas páginas oficiais do CFM, a pandemia quase não existe. Silêncios dizem muito.

Os seguidores listam acusações e reclamações contra o conselho.

Falas que dizem tudo.

Nada que está tão ruim que não possa piorar.

3 respostas

  1. Lamentável a vil e odiosa tentativa de macular a reputação de um grande profissional da medicina, que o povo alagoano respeita por sua admirável contribuição à saúde do nosso Estado.

  2. O CFM Precisa ser responsabilizado. Médico não pode ter autonomia para prescrever tratamento sem eficácia comprovada. Nenhum médico pode “inventar” tratamento sem fazer pesquisa aprovada por comitê de ética. Paciente precisa autorizar tratamento e saber que faz parte de um experimento. Se não for assim é crime. Fere a ética médica. Autonomia somente para o que tem base científica.

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