MP vê ‘liberdade de expressão’ em post de Michelle ligando Lula e candomblé às trevas

A primeira-dama Michelle Bolsonaro durante o seminário Mães de Crianças com Microcefalia: Entendendo os Desafios e Superando o Preconceito, na Câmara dos Deputados.

Há rabos que balançam que o cachorro.

O procurador Frederico Paiva reconhece que Michelle Bolsonaro foi “preconceituosa, intolerante, pedante e preporente” ao compartilhar post de uma vereadora bolsonarista de São Paulo ligando Lula a entidades das trevas, porque participou de encontros com lideranças de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, segundo o Metrópoles.

Este encontro foi em Salvador, durante a campanha eleitoral, na sede do bloco Ilê Ayê.

Mas, diz o procurador, existe neste caso liberdade de expressão.

“Lula já entregou sua alma para vencer essa eleição. Não lutamos contra a carne nem o sangue, mas contra os principados e potestades das trevas”, dizia a legenda original da postagem.

Ao compartilhar o vídeo em seu perfil na rede social, Michelle acrescentou: “Isso pode né! Eu falar de Deus, não!”.

O Ministério Público Federal foi acionado em várias partes do país, acusando Michelle de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião.

Os procedimentos foram reunidos em um só. E com a mesma conclusão: a primeira-dama, diz o procurador, foi preconceituosa mas está amparada na liberdade de expressão e pode fazer proselitismo religioso.

O rabo abanou o cachorro. Só falta morder o bicho.

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