Em acordo com o Ministério Público Estadual, as revistas em alunos na escola Geraldo Melo- no conjunto Graciliano Ramos- continuam a ser executadas por policiais militares. O assunto foi discutido na tarde desta segunda-feira (1) entre o secretário de Educação e Esportes, Adriano Soares, e o comandante da Polícia Militar, coronel Dimas Barros Cavalcante.
Pelo acordo, as revistas serão realizadas apenas em alunos considerados suspeitos. A PM se reuniu com o promotor Luiz Medeiros, que havia ordenado a suspensão das revistas, por considerá-las humilhantes aos alunos.
“Relatei ao promotor o trabalho que a PM vem desenvolvendo na escola, já que não podemos permitir que a unidade fique sem funcionar gerando prejuízos aos jovens. Ficou acordado que as revistas serão realizadas desde que haja suspeita. Elas não acontecerão de maneira indiscriminada, para não expor os estudantes. Se o aluno for flagrado agindo de maneira ilícita, todas as providências cabíveis serão adotadas, desde o encaminhado ao Conselho Tutelar da região ao registro na delegacia de atos infracionais”, disse o comandante, à Agência Alagoas.
Segundo a PM, revista é aceita pela comunidade escolar.
“A comunidade não precisa se preocupar. Ela pode confiar e contribuir com o trabalho da PM e em breve estaremos com a situação normalizada. Os profissionais que atuam no batalhão são habilitados a trabalhar com a comunidade e sabem a maneira correta de realizar as abordagens. As equipes vão continuar de prontidão para atender professores, diretores, pais e alunos, estarão sempre presentes para garantir a segurança de todos”, disse o comandante.
“A PM irá continuar agindo e trabalhando em defesa dos alunos e da comunidade em geral. As revistas vão prosseguir, cumprindo as normas da legislação. Agimos respeitando o que preconiza a lei e entendemos que o maior bem jurídico é garantir a proteção e integridade física e psicológica dos alunos e professores”, afirmou o secretário Adriano Soares.
Mês passado, a escola Geraldo Melo foi alvo da ação de alunos envolvidos com o tráfico de drogas. Professores foram incluídos em uma lista de “marcados para morrer” e um aluno chegou a incendiar o banheiro da escola, em represália ao pedido de reforço da PM na escola.