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MP do pente-fino do INSS é para pobre- aqueles que o Bolsonaro não gosta

A Medida Provisória do pente-fino do INSS, aprovada ontem pelo Senado, referenda aquilo que já se sabe: a reforma da Previdência do Paulo Guedes não vai mexer nas mais poderosas aposentadorias do país. Assim como a MP do Pente Fino, a reforma cria uma blindagem natural: senadores, deputados federais, ministros do STF e STJ, juizes, desembargadores, as forças armadas não entram na lista dos sacrificados neste momento em que a economia brasileira está à beira de mais uma recessão.

A MP do Pente-Fino mantem o pagamento de um bônus ao perito do INSS que analisar cada processo além do seu horário de trabalho. E estamos falando dos mais pobres que vão se deslocar a um posto do INSS para se submeterem a esta rigidez de regras para receberem um “não” como resposta na busca do benefício. Será que alguém imagina um deputado federal indo para a fila do INSS para se submeter a este perito? Alguém imagina que ele vai receber um não como resposta? Você já se imaginou sentado, na fila do INSS, aguardando ser atendido pelo perito e ao seu lado um ministro do STJ- o maior salário do Brasil- com seus papeis e a carteira de trabalho nas mãos- indo para a avaliação do perito? É claro que não.

No início deste ano, 381 mil benefícios do Bolsa Família foram cortados. Porque o programa federal é pago aos mais pobres, chamados de vagabundos e preguiçosos. Imagine se fosse cortado o auxílio-creche dos funcionários da Justiça? Ou o auxílio-paletó dos deputados? Nem o Bolsonaro nem o Paulo Guedes vão desafiar os mais poderosos salários do país.

A MP do pente-fino do INSS mexe com o formato da aposentadoria do trabalhador rural e dos presos que recebem o auxílio-reclusão. Porque eles são os mais pobres, são os que têm menos chances de defesa ou mais “dóceis”, na definição do poder.

Em resumo: a MP do Pente Fino assim como a Previdência do Paulo Guedes são para os cidadãos de bens. Quem não tem bens que se sacoda.

O lucro dos 4 maiores bancos do Brasil cresceu 22,3% no primeiro trimestre deste ano. Alcançou R$ 20 bilhões. Os bancos não querem saber de contribuir para o fim da crise no Brasil.

Ah, é verdade. quem gosta de pobre é o PT. E que não gosta é o Bolsonaro.

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