MP desautoriza promotora de Alagoas a buscar informações sobre ‘cura’ de Bolsonaro

Procurada por médicos que receitam a cloroquina, mas os pacientes não encontram nas farmácias, a promotora Cecília Carnaúba encaminhou áudio e usou suas redes sociais para dizer que Alagoas recebeu 31.500 unidades do medicamento, disponibilizadas pelo Governo Federal, mas ele não estava chegando aos doentes.

Problema é que o uso da cloroquina é desautorizado por entidades médicas, pelos riscos aos pacientes com covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro autorizou o uso da cloroquina e a posição dele sobre o medicamento, tratado como uma espécie de cura para o coronavírus, incentiva a automedicação e esvaziou o remédio nas farmácias.

A cloroquina é usada para malária e lúpus. Não para o covid-19, cuja vacina ainda é pesquisada por laboratórios.

“Todas as nações, particularmente aquelas com autoridades reguladoras, estão em posição de aconselhar seus cidadãos sobre o uso de qualquer droga. Entretanto, sobre a hidroxicloroquina e a cloroquina, que já são licenciadas para muitas doenças, eu diria que, até esse estágio, nem a cloroquina nem a hidroxicloroquina têm sido efetivas no tratamento da Covid-19 ou nas profilaxias contra a infecção pela doença. Na verdade, é o oposto”, disse Michael Ryan, diretor de emergências da OMS, segundo o G1.

O procurador-Geral de Justiça, Márcio Roberto, desautorizou a promotora alagoana a buscar informações sobre o medicamento.

Veja nota:

 

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