A corrida presidencial brasileira de 2026 acaba de ganhar um novo e barulhento capítulo em solo americano. Segundo apuração da jornalista Jussara Marçal, da CNN Brasil, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmou sua presença como um dos palestrantes de destaque na edição deste ano da CPAC (Conservative Political Action Conference).
O evento, considerado o maior e mais influente fórum do movimento conservador mundial, acontece entre os dias 25 e 28 de março em Grapevine, no Texas.
A ida de Flávio ao Texas não é um movimento isolado, mas uma peça-chave na consolidação de sua imagem internacional. O senador decidiu participar pessoalmente da conferência, seguindo os passos de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que palestrou no evento anterior e hoje reside nos Estados Unidos, onde comanda a versão brasileira do fórum.
A expectativa no Texas é alta, especialmente pela presença confirmada do presidente americano Donald Trump, embora, até o momento, não exista uma agenda oficial de encontro privado entre o republicano e o parlamentar brasileiro.
Essa movimentação ocorre em um momento crucial: enquanto o governo Lula enfrenta turbulências diplomáticas com a Casa Branca, a ala bolsonarista intensifica sua articulação externa.
Flávio Bolsonaro tem se transformado em um “embaixador” da direita brasileira, acumulando milhas em uma maratona global que incluiu passagens recentes pela Europa e pelo Oriente Médio.
Nesta semana, o senador reforçou seus laços regionais ao prestigiar a posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, ocasião em que dividiu holofotes com o presidente argentino Javier Milei.
Para analistas políticos, a vitrine da CPAC serve como o lançamento informal da candidatura de Flávio perante a elite conservadora global, buscando o mesmo tipo de suporte externo que impulsionou outras lideranças da direita nos últimos anos.
Com o calendário eleitoral brasileiro se aproximando, o Texas promete ser o palco onde o “projeto 2026” do clã Bolsonaro tentará demonstrar força e alinhamento com os principais nomes do movimento MAGA nos Estados Unidos.
