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Morreu Cel Amaral mas os maus exemplos seguem vivos

Aos 98 anos morre o homem que escancarou a força da morte institucionalizada em Alagoas: Coronel Amaral.

Quando secretário de Segurança Pública, protagonizou um dos horrores que abalou a sociedade maceioense  com a chacina do Solaris, um condomínio situado entre os bairros de Cruz das Almas e Jatiúca, no qual sete pessoas foram abatidas pelo Estado.

A justificativa para a matança foi a de sempre: eram bandidos.

E assim foi cunhada a maior vergonha narrativa deste estado:  “Bandido bom é bandido morto”, que é uma reprodução antiga, adaptada de outras frases semelhantes todas nascidas em contextos de horror nos vários lugares do mundo.

A mesma assertiva da morte institucionalizada foi seguida na gestão do agora deputado federal Alfredo Gaspar quando estava na pasta de Segurança Pública em Alagoas, onde matar bandidos era visto como algo elementar.

Sendo o conceito “bandido” muito amplo, obviamente, estes perfis execram a parte “pobre” do conceito, e invisibilizam outros alcances.

Direitos Humanos são rechaçados como “defensores de bandidos” e a legislação brasileira desconsiderada em sua essência cidadã.

Como a truculência prova que traz lucro, benefícios e poder político, as chances de Alagoas seguem diminutas, no quesito civilizatório.

Uma ontologia da violência institucional segue alimentada pelo voto e pelo analfabetismo social.

 

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