Moro pôde agir como agiu, como mostram as trocas de mensagens mostradas pelo The Intercept, incluindo um então juiz combinando versões para a acusação azeitar mais a Lava Jato
Moro continuará a agir como quer – agora avalizado pelas passeatas no domingo que colocam a imprensa como inimiga do Brasil e o ex-juiz como heroi nacional.
Nesta terça, o Coaf recebeu ordens da Polícia Federal. Seguir o rastro do dinheiro que financia o The Intercept.
A PF é subordinada a Sérgio Moro, que está acima das leis. E o alvo do The Intercept é Moro.
É um precedente gravíssimo. Porque quem mostrar os podres poderes por trás da Lava Jato no Brasil de Bolsonaro terá a PF mordendo os calcanhares.
Também a ditadura usava o Estado para perseguir seus desafetos.
Também o nazismo agiu como agiu na noite dos cristais. O Estado sabia da violência contra os judeus. Nada fez. Depois, os arrastou aos campos de concentração. O final é conhecido- documentos, filmes, relatos mostram o desfecho.
Sérgio Moro, acima de todos e reduzido a pó na apreensão de 39 kg de cocaína em avião integrante da comitiva presidencial, continuará sem obstáculos para atingir seu objetivo: ser ministro do STF. As instituições brasileiras criaram seu monstro. Ninguém tem forças (ou não quer) detê-lo.




