O senador Sergio Moro (União Brasil–PR) se posicionou contra as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em manifestação pública, Moro classificou as restrições como um “precedente perigoso” e questionou os limites da atuação judicial em casos politicamente sensíveis.
Entre as determinações judiciais impostas a Bolsonaro estão o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno, a proibição de uso de redes sociais e a restrição de contato com seus filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro, também alvos de investigação.
Para Moro, impedir que o ex-presidente se manifeste antes da condenação judicial representa uma ameaça à liberdade de expressão e ao devido processo legal. Ele citou como exemplo o caso de Luiz Inácio Lula da Silva, que mesmo preso em 2018 manteve canais de comunicação com o público e aliados políticos.
O senador também criticou o tarifaço de 50% aplicado pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que teria sido provocada por suposta tentativa de Bolsonaro de obter apoio estrangeiro para pressionar o Judiciário brasileiro.






