O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste sábado (19) o bloqueio das contas bancárias, chave Pix e bens do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida faz parte das investigações em curso que apuram supostos atos de desestabilização institucional promovidos por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão atinge o salário parlamentar de Eduardo, que está impedido de movimentar recursos financeiros enquanto permanecer sob licença. Segundo informações apuradas pela Polícia Federal, o ex-presidente teria transferido cerca de R$ 2 milhões ao filho para custear sua permanência nos Estados Unidos, onde está há quatro meses.
Durante esse período, Eduardo intensificou críticas ao Supremo e promoveu encontros com figuras ligadas ao ex-presidente Donald Trump. Também comemorou publicamente a suspensão de vistos diplomáticos de ministros da Corte, interpretada como tentativa de deslegitimação das instituições brasileiras.
Além do bloqueio de bens, Moraes autorizou que postagens recentes do deputado em redes sociais sejam incluídas na investigação, entre elas a que sinaliza sua intenção de manter o mandato parlamentar por mais três meses, apesar do fim da licença de 120 dias.
Eduardo Bolsonaro é investigado por supostos crimes de obstrução de investigação, coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.








