A concessão do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou uma forte reação política e popular em Salvador.
Marcada para este sábado (17), às 15h, em um trio elétrico no Farol da Barra, a cerimônia teve a transferência da sede do Legislativo aprovada pela Câmara Municipal, mas deflagrou milhares de mensagens de protesto na Ouvidoria da Casa e motivou uma petição pública com mais de 136 mil assinaturas exigindo a revogação da honraria sob a alegação de que a homenagem funciona como manobra eleitoral em um reduto historicamente associado à esquerda.
A mobilização popular é acompanhada por uma ofensiva formal da bancada de oposição na Câmara Municipal, composta por parlamentares de siglas como PT, PCdoB, PSOL, PSB, MDB, PSD e Podemos.
Em documento encaminhado à Mesa Diretora, vereadores como Aladilce Souza (PCdoB) e o líder da oposição Randerson Leal (Podemos) contestam a entrega do título argumentando que a distinção fere os princípios republicanos da moralidade, impessoalidade e interesse público.
O grupo defende que o reconhecimento institucional da cidade não pode ser instrumentalizado para respaldar interesses políticos particulares ou figuras com controvérsias éticas e administrativas.
A contestação ganha contornos de impasse institucional e político na véspera do evento, que pretende transformar um ato legislativo em uma grande manifestação de campanha na capital baiana.
Tanto a pressão popular do abaixo-assinado quanto as representações regimentais dos vereadores oposicionistas pressionam a decisão da Casa em relação ao uso do patrimônio imaterial soteropolitano em um dos cartões-postais mais emblemáticos do estado.







