No último dia da Conferência Municipal da Cidade de Maceió os movimentos sociais e movimentos populares presentes, conseguiram aprovar uma Moção de Repúdio ao que designaram como violência institucional cometida contra os participantes destes segmentos.
Assinaram o documento: UMP/AL (União por Moradia Popular de Alagoas); MTST/AL (Movimento de Trabalhadores Sem Teto de Alagoas); FNL (Frente Nacional de Luta); MLB/AL (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas); IAB/AL (Inst. de Arquitetos do Brasil, Departamento Alagoas); AMGG (Associação dos Moradores dos Loteamentos de Guaxuma e Gurguri); BrCidades Maceió; AAC (Associação Alagoana de Ciclismo); AMMA (Associação de Moto-táxi e Moto-boy de Maceió); Observatório Ambiental de Alagoas; Fórum Cultural de Maceió; Fórum de Artes Visuais de Alagoas.
O texto aprovado em plenária, diz:
“Os movimentos sociais vêm a público manifestar repúdio à violência institucional sofrida por pessoas da sociedade civil organizada, movimentos sociais e movimentos populares que dedicam suas histórias de vida a refletir, debater e construir políticas públicas tão importantes para a cidade de Maceió. Essa violência ocorreu nos três dias intensos de programação da 6ª Conferência Municipal da Cidade de Maceió, onde faltou um mínimo de sensibilidade por parte da gestão municipal de Maceió, que não garantiu alimentação e local adequado adequado para as refeições aos participantes, transporte para os movimentos sociais, espaço seguro para recreação das crianças e apoio para maternagem.
Também registramos que apesar da garantia de áudio descrição e intérprete de libras, o acesso onde ocorreu as atividades não possui acessibilidade para pessoas com deficiência.”
O registro formal da Moção de Repúdio marca um episódio lamentável de ação política voltada a dificultar a participação qualitativa do povo na história política da cidade de Maceió.
