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Misérias humanas

Para que poucos tenham muito, quase todos são mantidos na carência, como em uma prisão sem muros!

A miséria social é uma responsabilidade humana. Criada e mantida, em benefício de uns, certamente, convoca-nos a todos, a reflexões diárias, no desenvolver da consciência histórica-cidadã.

Contudo, a miserabilidade moral, grassa por entre os abastados. Devorando humanidade, sacrificando a vida nos altares das individualidades.

Se fôssemos apenas máquinas, nos bastaríamos com a manutenção. Mas há em nós uma necessidade inexplicada de ir além do que é consumível.

A complexidade dos caminhos escolhidos desafia cada vez mais a inteligência e, muitos estão despedaçando a própria história na procura de uma razão para existir.

O materialismo confunde. As gentes tropeçam em suas verdades, e atordoam-se com a capacidade de ilusão que possuem.

Nossa diversidade aponta uma solução solidária, os dias nos descortinam a eficácia da articulação social.

Que a miséria não nos mantenha presos por infindáveis tempos, já que a temporalidade nos limita a apenas alguns anos no planeta.

Despertemos novas paixões, sejamos batizados na crença planetária, de que todos somos importantes na garantia do equilibrio da vida, e, por essa razão, ninguém precisa ser excluído.

Enfraqueçamos a patologia do eumismo em nossas vidas frágeis, sejamos mais “nós”, vendo no outro nossas buscas e desencontros. Ninguém é tão diferente, mesmo não sendo igual.

Todos queremos o ar, que ameaçado pela poluição ainda é indispensável a ricos e empobrecidos.

Não há tolerância possível para a morte em nome da concentração de riquezas, exercício do mando e manipulação política, perpetuando as misérias.

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