Jovem Pan
O julgamento do mensalão, que se aproxima de sua reta final e pode terminar na próxima semana, antes mesmo do segundo turno da eleição municipal, foi retomado na tarde desta quarta-feira com uma decisão surpreendente: antes de votar no que diz respeito à acusação de lavagem de dinheiro contra réus ligados ao PT, o ministro Gilmar Mendes pediu a palavra e reformou parte do voto que deu na última segunda-feira.
Mendes, que havia indicado a inocência de Duda Mendonça e Zilmar Fernandes por evasão de divisas, voltou atrás e condenou o publicitário e sua sócia por enviar dinheiro ao exterior, sob a alegação de que os depósitos estão ligados a atos contra a administração pública. A decisão dele foi acatada pelo relator, Joaquim Barbosa, que também mudou seu voto e condenou a dupla.
Mesmo assim, Duda e Zilmar continuam inocentados da acusação por sete votos a três, já que Marco Aurélio Mello fora o único a votar pela culpa de ambos. A tendência é de que, ao longo da tarde, os três ministros que não votaram com relação à lavagem de dinheiro por réus ligados ao PT (Mendes, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, presidente da Corte) revelem seus votos, e depois os ministros votarão sobre a denúncia de formação de quadrilha, que tem entre os réus José Dirceu.








