Hélio Ferreira Lima, conhecido como o “kid preto”, foi preso durante a Operação Contragolpe, conduzida pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2024. A operação investiga um plano, que não chegou a ser executado, para assassinar o ex-presidente Lula.
Lima, que atua na elite do Exército Brasileiro, especificamente no Comando de Operações Especiais (COE), foi detido no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após desembarcar para uma formatura em Niterói. Na sua posse, a PF encontrou um pen-drive contendo detalhes do plano criminoso.
Lima solicitou ao STF autorização para realizar um curso superior de teologia na modalidade EAD, pela Faculdade Boas Novas, buscando “aprimoramento intelectual e reinserção social”.
Sua defesa também pediu a revogação da prisão preventiva, alegando que já se passaram quase 180 dias, sem risco à ordem pública ou à instrução criminal. Os advogados argumentam que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para garantir o andamento do processo.
Após a prisão, Lima foi inicialmente mantido no Batalhão de Guardas do Exército, no Rio de Janeiro, mas, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi transferido para o Comando Militar do Planalto, em Brasília, buscando facilitar a proximidade com a família.
Graduado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), Lima possui ainda um MBA em Segurança pela Faculdade Unyleya, especialização em Segurança e Defesa Nacional pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, além de cursos internacionais, como o Stage de Sécurité des Hautes Personnalités na França e Fuerzas Especiales na Colômbia. Na época da prisão, ele estava lotado em Manaus (AM).








