A Polícia Federal afirmou, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que Michelle Bolsonaro demonstrou resistência durante a operação realizada em 18 de julho de 2025, que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação incluiu a instalação de tornozeleira eletrônica, restrições de comunicação e proibição de uso de redes sociais por parte do ex-mandatário.
Segundo os agentes responsáveis pela diligência, Michelle teria se mostrado contrária à apreensão do celular de Bolsonaro, considerado peça-chave nas investigações sobre descumprimento das ordens judiciais. O aparelho foi recolhido pela PF, que também encontrou US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie na residência do casal.
O relatório descreve que, após “seguidas advertências”, Michelle passou a colaborar com os investigadores, permitindo o andamento da operação sem maiores obstáculos. A PF não indicou que ela tenha cometido qualquer infração, mas destacou sua postura como um elemento relevante no contexto da investigação.
A operação também envolveu buscas no diretório nacional do Partido Liberal (PL), além da imposição de restrições de contato entre Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ambos indiciados por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.
Michelle Bolsonaro não se pronunciou publicamente sobre o episódio.








