Não queira saber o leitor e a leitora destas linhas cinzentas, o quanto me custa reativar as memórias que aqui posto.
Contudo, o faço como missão social/espiritual, e também como justificativa para a recusa deste dia, a qualquer manifestação festiva, da minha parte ou a mim endereçada pelos corações amorosos.
Em 26 de outubro de 2010, meu aniversário foi comemorado no bar “Companhia da Lagosta”, Jatiúca.
Estavam presentes meus quatro filhos: Lucas, Anna Elís, Alexystaine e Silvio, mais outros familiares e convidados, dentre os quais, a professora, militante e blogueira, Arísia Barros.
Foi com esta que Alexystaine conversou boa parte da noite.
Menos de um mês depois, foi retirado de nós, pela injustiça mortal que assola Alagoas!
É de Arísia Barros, o texto que abaixo reproduzo; por ela publicado quando o menino foi morto e relatei a história de tortura e impunidade por ele vivida.
Tornando-se Arísia, a única testemunha oral de sua dor, além daquelas frias e institucionalizadas da Corregedoria da Polícia Civil e Judiciário alagoano.
“Conheci o menino no dia do aniversário da mãe e ele me contou essa história. Que toda a espiritualidade abraçe o menino e conte para ele todas as histórias de conto e encantos que a vida não permitiu que ele ouvisse.Siga em paz, menino. Solta as amarras terrenas e um dia, quando houver permissão haverá muitas e outras conversas, entretanto essa é sua hora de seguir em frente. Existem outros chamados, outras histórias para serem vividas. Vai…”
http://cadaminuto.com.br/noticias/exibirSemCache/id/95105
Hoje, dois anos após a festa de despedida, ou seja, meu aniversário, agradeço aos bons corações que me desejam alegrias e celebrações, enquanto reforço o pedido, para lembrarem de nós em suas preces, o melhor presente que posso receber neste dia.
Grata.





