À Massimo Trosi e Pablo Neruda
Ele me diz coisas que me intrigam…
Depois descobri, que eram poesias
– metáforas –
Metáforas são sempre melhor
Que mentiras.
O meu sorriso para ele
Nunca são lábios entreabertos
No prazer da alegria
É sempre uma alegoriaAlgo sublime na natureza
Algo pra depois ele poder
Beijar, desejar, morder…
Tudo parece ter, a seus olhos
Tanta e incomum beleza…
As palavras me penetram
E vão a lugares que ninguém
Algo pra depois ele poder
Beijar, desejar, morder…
Tudo parece ter, a seus olhos
Tanta e incomum beleza…
As palavras me penetram
E vão a lugares que ninguém
Nunca visitou
Como se eu fosse virgem
Não, na carne
Mas, na alma
Tudo o que me diz
Tira-me: O sossego, o tino, a calma
Mas, não é ruim não!
Quando um homem começa
A lhe tocar com palavras
Não está longe de lhe tocar
Com as mãos.
Como se eu fosse virgem
Não, na carne
Mas, na alma
Tudo o que me diz
Tira-me: O sossego, o tino, a calma
Mas, não é ruim não!
Quando um homem começa
A lhe tocar com palavras
Não está longe de lhe tocar
Com as mãos.
(Emanuel Galvão – Livro Flor Atrevida – Quadriofficce)
http://poesiagalvaneana.blogspot.com.br/2012/07/metaforas.html