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Mentir sobre títulos acadêmicos é pré-requisito para entrar no Governo Bolsonaro

O mais novo ministro da era Bolsonaro, Carlos Alberto Decotelli (Educação), mentiu sobre a titulação de doutorado por uma universidade argentina e, agora, está enrolado com uma tese de mestrado pela FGV cujos trechos foram plagiados de outras teses, sem serem citados pelo hoje ministro.

Inventar ou mentir títulos acadêmicos no próprio currículo é pré-requisito para ser ministro ou ganhar cargos relevantes na era Jair Bolsonaro, presidente conhecido por espalhar mentiras nas redes sociais ou inventar teorias da conspiração em busca de golpe de Estado.

Outros seguiram o mesmo caminho, como Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), com falso título de mestrado em Educação e direito constitucional e direito da família.  “Diferentemente do mestre secular, que precisa ir a uma universidade para fazer mestrado, nas igrejas cristãs é chamado mestre todo aquele que é dedicado ao ensino bíblico”, justificou Damares, também conhecida por inventar, em suas pregações, manuais de bruxaria ensinados nas escolas brasileiras (seria em Hogwarts?). A revelação foi da Folha de São Paulo.

Ricardo Salles (Meio Ambiente) não é mestre em direito público pela Universidade Yale, como dizia ser, conforme revelou The Intercept.

Ricardo Vélez (antecessor de Abraham Weintraub), também mentia. Ou omitia:

“Antes de ser demitido do Ministério da Educação, o professor Ricardo Vélez Rodriguez errou 22 vezes em seu currículo Lattes, como apontou o site Nexo.

As inconsistências são repetidas inúmeras vezes, como “esquecer” de acrescentar coautores de seus textos, como por exemplo ter citado como de sua autoria única o livro “Formação e Perspectivas da Social-democracia”.

O título, no entanto, foi organizado pelo diplomata Carlos Henrique Cardim, docente do Instituto Rio Branco. O ministro decidiu na ocasião não se pronunciar sobre as revelações”

E, finalmente, Abraham Weintraub, fugitivo apoiado por Bolsonaro e imigrante ilegal nos Estados Unidos:

“De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, (…) também traz inconsistências em seu currículo.

Em relação a sua produção, foram encontrados dois artigos idênticos publicados em periódicos diferentes que exigem ineditismo do material – prática conhecida no meio acadêmico como autoplágio”

Bolsonaro, na indicação de Weintraub, dizia que ele tinha doutorado. Era mentira.

 

 

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