Médica relata desespero ao ser picada por jararaca; caso revelou que era Bolsonaro raciona soro antiofídico

O ataque de uma jararaca no interior do Mato Grosso- e que deixou uma médica por dias na UTI- “foi desesperador”, segundo Dieynne, que havia levado o namorado e um casal de amigos para visitar um parque ambiental a 12 km de Cuiabá, no segundo final de semana de abertura do parque, que ficou 5 meses fechado por conta da pandemia.

O relato foi ao Fantástico. 

No meio do caminho a pé para chegar a cachoeira, foram avisados da presença de uma cobra, mas não deram importância porque ela não estava na água e sim foi vista por este grupo durante o passeio.

Foi enquanto uma amiga gravava o banho nas águas cristalinas que se ouviram os gritos de Dieynne: “Eu já vi a cobra no pescoço [dela]. Tudo muito rápido”, disse um dos amigos que acompanhava o passeio.

Ela passou 8 dias na UTI. Entre os procedimentos médicos a qual foi submetida estava uma traquestomia. Quase sem voz, ela contou que viu a cobra entrar no colete. Na tentativa de se proteger, nadou e saiu gritando. Ela não viu de onde vinha a cobra, apenas sentiu quando caiu no pescoço. Ela tomou duas picadas: uma próximo a boca e outra na mão esquerda.

Ao ser levada ao hospital num percurso que durou 3 horas, não havia soro antiofídico. O Ministério da Saúde está fazendo racionamento do soro em todo o Brasil. “Foi desesperador. A dor era insuportável”.

Um dia antes do ataque à médica, um vaqueiro no Mato Grosso morreu após ser picado por uma jararaca. Ela passou seis horas em busca de socorro. Não resistiu.

Ao chegar a São Paulo, Dieynne descobriu que estava com Covid-19, mas com sintomas mais leves

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