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Máscara: Bolsonaro busca, na Justiça, ser mais igual que os outros

Jair Bolsonaro não aceita a decisão da Justiça Federal que o obriga a usar máscara, item obrigatório na pandemia, recomendado pelas autoridades sanitárias e evitando ainda mais contágio (e mortes) que as já registrados ou subnotificados.

Daí ele acionou a Advocacia Geral da União para não usar um objeto no rosto que a ciência convencionou como importante- um entendimento mundial.

Alega, via AGU, que os poderes são independentes. Ou seja: cada qual cuida do seu quadrado, do seu espaço, do seu quintal.

Ao não aceitar seguir uma determinação judicial, Bolsonaro quer mostrar a ele e aos bolsonaristas mais radiciais- seu público fiel- que ele está acima das leis. Que o presidente da República, se quiser, não precisa se submeter a nada nem a ninguém. Que ele mesmo é a Constituição, como já disse em abril, como dizia Luis 14 no século 17 em seu famoso “O Estado Sou Eu”, resumo do período em que reis eram confundidos com deuses.

Jair, o Bolsonaro, deseja um golpe de Estado. Cerca-se de generais. Critica o STF, o Congresso, os governadores. Está amansado após a polícia ter encontrado o Fabrício Queiroz, seu amigo, conectado às rachadinhas da Assembleia do Rio, às milícias e com os acusados de matar a vereadora Marielle Franco e seu assessor, Anderson Gomes.

Os desejos autoritários continuam. Jair, o Bolsonaro, quer provar ao mundo que é mais igual que os outros. Enroscou-se nas cordas do pequeno mundo que lhe cabe. É um presidente medíocre e tratado pelo mundo como medíocre e reduzido ainda mais à própria mediocridade ao buscar se safar junto ao Centrão.

Jair, o Bolsonaro, é o bobo da Corte.

E o mundo ri desse Jair.

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