Ambos os estados se encontram no Nordeste brasileiro, um simbólico foco de resistência neste momento político recheado de lesa-pátria, mas os ares carregam elementos distintos, e não podemos deixar de abordar.
Flávio Dino, governador do Maranhão, aproveita a seca de futuro social orquestrada pelo Planalto Central, para semear resistência, despertando no povo maranhense um senso de orgulho que por certo, deitava em sono longo nos tempos oligárquicos, ainda recentes na memória e na história.
Renan Filho, governador de Alagoas, parece não ter percebido que a banda está tocando fora do ritmo popular, e a cada palanque, retoma a campanha, período no qual se projetam ideais, insufla expectativas e deixa o povo em espera.
Fora do ritmo, Alagoas parece flanar em um estado sensorial de mundos à parte; aquele do qual o poder político fala sobejamente, e aquele outro, no qual os seres reais materializam duras existências, sem expectativas de melhoras.
Quem diria que o estado do Maranhão se tornaria tão rapidamente um ícone nordestino de manifestação inteligente da esperança, cultura e luta política? Como não parabenizar o governador Flavio Dino por ter conseguido furar tantas bolhas regionais e projetar nosso torrão acima da mediocridade bolsonarista, com tanto garbo?!
Quanto ao governador de Alagoas, Renan Filho, comunicamos que algo além de um palanque precisa despontar neste horizonte social a curto prazo.





