Bolsonaro anuncia esta semana mais um bloqueio no orçamento porque o super Paulo Guedes não destravou a economia, a previsão do PIB e a arrecadação estão caindo e o mercado não confia mais na capacidade do Governo de aprovar a reforma da Previdência. A mesma reforma que prejudica os trabalhadores rurais do Nordeste, os professores e põe servidores públicos para contribuírem 40 anos, se quiserem receber o valor integral.
Daí, Bolsonaro aposta em 2 soluções. Penalizar quem mais precisa dos serviços públicos e apostar que os protestos de domingo, arregimentados por ele, garantam apoio para fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.
Ou seja: como Bolsonaro não controla nem os filhos, ele quer acabar por decreto com aqueles que não aceitam sua agenda liberal, mais próxima de um manifesto de hospício.
No Congresso, o Centrão parece ter visto a fumaça. E os líderes dos partidos se movimentam para barrar as medidas provisórias, editadas por Bolsonaro. Todos os presidentes editaram MPs, mas Bolsonaro se destaca porque, no versão passado, todos sabem dos desejos dele: democracia sem povo ou seus representantes eleitos.
Ora, quem elegeu os deputados federais e os senadores foi o povo. O Tribunal Superior Eleitoral aceitou o resultado das urnas, assim como acatou o caixa 2 dos disparos de mensagem pelo whatsapp na campanha de Bolsonaro. Então, está tudo certo.
Esta é uma pesada semana de luto no Brasil. Luto porque um presidente eleito pelas urnas é uma viúva da ditadura que não larga os objetivos autoritários. Luto porque suas milícias virtuais defendem um capitalismo tão selvagem que é rejeitado inclusive na Europa.
O novo Brasil de Bolsonaro é uma pátria de subcristãos e fanáticos com propósitos claros: destruir o povo. Mas o povo começou a reagir.





