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Maioria das ações na Educação terá cortes em 2017; Governo responde

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Manutenção do Cepa será menor em 2017

Das 53 ações, listadas no orçamento, a serem executadas em 2017 pela Secretaria Estadual de Educação, 43 registram cortes, comparando com o dinheiro gasto em 2016.

O levantamento foi feito pelo gabinete do deputado Rodrigo Cunha (PSDB)- único opositor do Governo na Assembleia Legislativa.

Líder do Governo na Assembleia, Ronaldo Medeiros (PMDB) discorda e fala em mais investimentos para educação em 2017.

A manutenção do maior colégio de Alagoas- o Centro Educacional Antônio Gomes de Barros (Cepa)- terá menos R$ 4,9 milhões. Em 2016, o Cepa, custou R$ 34,3 milhões; em 2017, R$ 29,3 milhões. Ou 14,5% de redução.

A “expansão da oferta e melhoria do ensino médio” também sofrerá cortes- e drásticos: menos 75,6%. Em 2016, garantiu R$ 14,8 milhões; em 2017, R$ 3,6 milhões.

Até a ampliação da jornada escolar para o ensino médio- incluída na reforma do ensino médio, analisada pelo Congresso Nacional- sentirá a navalha do Governo: menos 81,2% .

Bastante defendida nos discursos do governador Renan Filho (PMDB) e do secretário Estadual de Educação, Luciano Barbosa, a expansão e a melhoria da oferta de educação profissional e tecnológica é encarada pelo Executivo como uma “tábua de salvação” nas periferias alagoanas. Porque elevaria a qualificação dos jovens em menos tempo, abrindo possibilidades de trabalho no Estado que ainda depende das safras sazonais da cana de açúcar ou do Bolsa Família, atendendo a 461.278 alunos alagoanos, pelos números divulgados no dia 19, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

Mas, no orçamento, foi usada a subtração e não a adição, na hora da partilha dos recursos.

Dos R$ 18,7 milhões garantidos em 2016, no próximo ano haverá R$ 11,5 milhões. Menos 38,4%.
E invisibilizados por todos os candidatos ao Governo, os estudantes quilombolas, indígenas e do campo também verão menos recursos nas comunidades.

Em “Melhoria da qualidade do atendimento aos estudantes quilombolas, indígenas e do campo”, menos 66,3% (passa de R$ 11,9 milhões para R$ 4 milhões, em 2017).

Para o deputado Ronaldo Medeiros (PMDB), haverá aumento de R$ 100 milhões no orçamento da Educação. E não cortes.

“O relatório detalhado da Seplag [Secretaria de Planejamento e Gestão] mostra que, durante 2016, Alagoas passou 15 mil alunos do nível fundamental para rede municipal, mas, mesmo assim, a Educação terá um acréscimo de mais de R$ 100 milhões no ano que vem”, disse o líder do Governo na Assembleia.

Enquanto a Secretaria de Educação terá cortes, a Assembleia Legislativa terá mais R$ 7,6 milhões em 2017; e o Tribunal de Contas, mais R$ 4 milhões.

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