O senador Magno Malta (PL-ES) protagonizou um ato inusitado nesta quarta-feira ao se acorrentar à mesa diretora do plenário do Senado Federal. A ação faz parte de um movimento liderado por parlamentares bolsonaristas que protestam contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O gesto de Malta foi considerado uma iniciativa isolada, segundo o senador Eduardo Girão (Novo-CE), que confirmou o ato mas destacou que não houve adesão formal dos demais parlamentares presentes. Ainda assim, outros congressistas, como Jorge Seif (PL-SC) e Hélio Lopes (PL-RJ), também participaram da ocupação física da mesa da presidência da Casa Alta.
Os manifestantes exigem que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o chamado “pacote da paz”, que inclui propostas como o fim do foro privilegiado e a transferência de processos de figuras públicas do STF para a primeira instância. Eles também cobram a votação de pedidos de impeachment contra Moraes e a aprovação de um projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Apesar da ocupação, Alcolumbre tem evitado confrontos diretos e busca retomar os trabalhos legislativos por meio do diálogo. Comissões importantes, como a de Constituição e Justiça (CCJ), já voltaram a funcionar normalmente, e há expectativa de que outras pautas sigam em tramitação nos próximos dias.
