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Magistrados querem que contribuinte pague até a internet deles

O Brasil é o nono mais desigual do globo, segundo o IBGE.

Na pandemia, a gigantesca cratera separando ricos e pobres deu para ser percebida com muito mais visibilidade.

O Estado ajuda a financiar uma casta militar, legislativa e judiciária. Um escândalo a céu aberto.

São estes que defendem o Estado minino mas quando se mexe em algumas de suas regalias eles logo apresentam as leis que mantêm seus privilégios.

A OAB no Distrito Federal denuncia que o Tribunal Regional Federal da 1a Região criou a “Bolsa Banda Larga”.

É assim: os magistrados terão direito a receber R$ 80 a título de indenização pelos seus pacotes de internet.

Estamos falando de gente que recebe mais de R$ 35,4 mil por mês, fora os penduricalhos que estouram o teto do funcionalismo no Brasil.

Teto que não é respeitado por quem deveria seguir a lei. E não segue.

A justificativa do TRF 1: Trata-se de norma que visa reembolsar o gasto do magistrado que tem que utilizar rede de dados em sua residência com capacidade para a realização de sessões de julgamento à distância, para não deixar de prestar o serviço jurisdicional às partes que tem processo aguardando julgamento, bem como utilizar a rede residencial para reuniões e para proferir decisões em sistemas oficiais disponibilizados remotam.

Cá entre nós: exigir que o Estado pague até por um pacote de internet que certamente o magistrado já usa (independente da sua atividade) é demais.

O Brasil é uma democracia mas setores do Judiciário se comportam como se a gente vivesse numa patriarcado bíblico.

O Estado não pode ser mínimo apenas para o outro lado do balcão.

 

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