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Máfia de branco atua na judicialização da saúde em Alagoas

Uma máfia de branco- comandada por médicos e fornecedores de órteses e próteses- atua livremente em Alagoas. Garantem 30% de lucros- em cima do Sistema Único de Saúde (SUS)- para os profissionais que prescreverem os materiais especiais a pacientes que entram com ações, na Justiça, em busca destes materiais.

A denúncia veio à tona esta semana, na Defensoria Pública.

Como acontece?

Uma pessoa precisa de uma órtese ou prótese.

O médico prescreve o material especial.

Mas, o valor a ser pago é muito alto.

Então,o paciente recorre à Justiça- via Defensoria Pública. Para que o Estado pague o tratamento e o material.

A Justiça concede a compra.

O médico receita o material especial. Começa daí a ilegalidade. O profissional indica o fornecedor, que cobra um valor altíssimo pela órtese ou prótese- elas poderiam ser mais baratas e ter a mesma qualidade em outro local.

Mas, parte do valor vai para o bolso do médico.

Quem paga? O Governo, via SUS.

Os técnicos das secretarias de saúde (Estado e município) dizem à Defensoria Pública que os valores para a compra de órteses e próteses são caros demais. E geram uma despesas imensa “nas finanças das instituições”.

“Eu não posso admitir que o poder público, representado pelo Estado e pelo Município, no SUS, não tenha condições de adotar medidas para coibir a má prática de alguns profissionais que ele próprio (SUS) habilita para trabalhar. Não é possível que não exista uma espécie de corregedoria ou auditoria dentro do sistema com poderes para fiscalizar os referidos médicos. Se quer resolver o problema não adianta atacar as consequências, que é a judicialização, mas, a causa. E a causa está na prescrição do médico, ou seja, dentro das próprias secretarias de saúde, que têm que agir para por fim nas referidas condutas médicas”, disse o defensor público Ricardo Melro.

“Os gestores da saúde do Estado e do Município de Maceió são ferrenhos críticos desta prática. Tenho certeza que os secretários João Marcelo e Jorge Villas Boas vão encontrar uma forma de impedir esses supostos procedimentos irregulares”, explicou o defensor.

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