Maduro disponibiliza “mapa revisado” da Venezuela para escolas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a proposição de uma lei para criar uma província na região em disputa com a Guiana e apresentou um mapa do território já indexado que será distribuído nas escolas do país.

Em resposta, o presidente da Guiana, Irfaan Ali, afirmou que o país irá recorrer ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) devido às ações da Venezuela de anexar o território de Essequibo.

Veja o mapa:

A disputa pelo controle da província de Essequibo, que representa aproximadamente 70% do território da Guiana, aumentou após a descoberta de grandes reservas de petróleo em 2015. A Guiana afirma que a questão foi resolvida em 1899, mas o governo da Venezuela alega que o Acordo de Genebra de 1966 reconhece a reivindicação venezuelana.

Na terça-feira (05/12), Maduro anunciou a criação da Zona de Defesa Nacional Guiana Essequibo e nomeou um major-general como autoridade exclusiva da região. Ele também ordenou à petrolífera estatal PDVSA que conceda licenças para a exploração de petróleo na região.

No entanto, na semana anterior, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) proibiu a Venezuela de tentar anexar a região de Essequibo, decidindo que o país não pode tomar nenhuma ação para interferir no status atual do território disputado.

A decisão também restringe as ações de ambas as nações que possam agravar o conflito.

A disputa territorial entre Venezuela e Guiana tem raízes históricas e está relacionada à colonização da região. Ambos os países têm interesses econômicos em jogo, especialmente devido às reservas de petróleo descobertas na área.

A criação de uma nova província e a distribuição de um novo mapa nas escolas venezuelanas são medidas que visam reforçar a soberania venezuelana sobre a região disputada.

No entanto, a reação da Guiana e a decisão da CIJ mostram que a questão continua a ser objeto de disputa e que é improvável que a situação seja resolvida no curto prazo.

A intervenção do Conselho de Segurança da ONU pode ser necessária para encontrar uma solução pacífica para o conflito.

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