Sandra Viana – O Imparcial

Por um mundo melhor às meninas e um dia especial para pensar o futuro delas. Com esse objetivo foi comemorado, na quinta-feira, o Dia Internacional da Menina (11 de Outubro), em todo o mundo.
A data foi lembrada com a realização de várias atividades na quadra de esportes do Parque Bom Menino, Centro. A ação marcou ainda o lançamento da campanha mundial Por Ser Menina, que foca nas necessidades e problemas vividos por este segmento, assim como o planejamento de políticas de referência. O evento no parque reuniu crianças e jovens – meninos e meninas – de escolas da rede pública integrantes das ações da ONG Plan International- Brasil, organizadora da programação e responsável pela campanha.
A quadra de esporte foi tomada por crianças e jovens interessados em participar das atividades interativas da data. A Banda da Guarda Municipal abriu as comemorações da festa, seguido de apresentação de peça teatral, grupos de dança, palhaços, teatro de fantoche e contação de histórias.
O evento contou ainda com apresentação do grupo Akomabu e show da cantora maranhense Dicy Rocha. Um dos momentos mais animados para a garotada foi a apresentação dos palhaços e bonequeiro. As crianças foram chamadas a participar e interagir com o grupo.
“Percebemos, em pesquisa, que a criança vive situação precária no Brasil, mas as meninas ainda sofrem mais os problemas. Nossas ações, inclusive essa campanha mundial, pretendem auxiliar na mudança dessa realidade”, pontuou o diretor de Programas da Plan International Brasil, Dirk Hegmanns.
A pequena Swaymmy Rodrigues Diniz, 7 anos, moradora da Vila Maranhão, estava ansiosa para fazer parte das brincadeiras. Na companhia da avó, a menina não sossegava e a cada chamada do grupo de palhaços, vibrava. Mostrando curiosidade e interesse pela programação, Swaymmy disse gostar das brincadeiras e sempre participava com a avó.
“Já fui em várias brincadeiras e gosto muito”, disse a garota. Apesar da pouca idade, a menina já sabe que é importante se informar e ajudar para garantir a integridade das meninas e das crianças em geral. “Eu aprendi a reivindicar meus direitos e ser uma criança cidadã. Se a gente ver uma criança sofrendo violência, a gente deve avisar o Conselho Tutelar”, disse, com a segurança de gente grande.
Há pelo menos cinco anos Swaymmy participa das ações desenvolvidas pela Plan International Brasil em sua escola. O incentivo vem da avó, a supervisora de orientação pedagógica, Maria de Jesus Rodrigues, 64 anos.
“Ela mora comigo e sempre estou com ela nestes eventos. Acho importante a criança já ir conhecendo e crescer com o espírito de mudança da situação, se preocupar com o futuro dos semelhantes”, disse a avó. Segundo Maria Rodrigues, a menina se mostra interessada em aprender. “Ela já fala em trabalhar para me ajudar e gosta de cuidar das pessoas. É muito atenciosa”, afirma a avó coruja.