O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma a agenda em Brasília nesta semana sob a sombra de um impasse diplomático com os Estados Unidos.
O clima de tensão escalou após o governo norte-americano ordenar a saída do delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo, do país, sob a acusação de manipulação do sistema de imigração para contornar pedidos de extradição.
Em resposta imediata, Lula afirmou, antes de deixar a Europa, que o Brasil estuda aplicar o princípio da reciprocidade e expulsar agentes estadunidenses em serviço no território brasileiro caso se comprove abuso de autoridade por parte de Washington.
A crise ocorre em um momento em que a cooperação policial entre as duas nações é regida por um memorando de entendimento mútuo.
Enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin prega cautela e pede que o país aguarde os desdobramentos antes de tomar medidas drásticas, o Itamaraty já iniciou movimentos de bastidores para evitar que o episódio comprometa as relações bilaterais a longo prazo.
No entanto, a fala do presidente em Hannover foi incisiva, reforçando que o governo não aceitará o que considera uma perseguição política a funcionários brasileiros em solo estrangeiro.








