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Lula pergunta: por que jornalistas não fazem uma campanha pró-Assange?

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Brasília (DF), 28/04/2023 - O presidente Lula participa, da cerimônia de sanção do PLN 2/23 e assinatura da Medida Provisória que concede reajuste de 9% aos servidores do Executivo federal. Foto José Cruz/Agência Brasil.

Em Londres, Lula fez críticas à prisão de Julian Assange, australiano, fundador do WikLeaks, encarcerado por vazar documentos secretos americanos indicando crimes.

Assange está num presídio de segurança máxima na Inglaterra. A extradição dele para os Estados Unidos já está autorizada.

Lula, porém, quebrou o protocolo: ao invés de endossar o discurso que criminaliza o australiano, mandou um recado para a imprensa mundial, incluindo, obviamente, a brasileira:

“A imprensa não se mexe na defesa desse jornalista. Eu sinceramente não consigo entender”.

Imprensa, jornalismo, comunicação social são áreas profundamente influenciadas pelo neoliberalismo: reunião de umbigos que não se tocam, onde o ser individual se sobrepõe ao coletivo.

É como se para eles Bertold Brecht tivesse escrito :

“Agora estão me levando

Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo”

Em áreas que formam bolhas que não dialogam, uma campanha mundial ou até mesmo brasileira envolvendo representações do jornalismo, mesmo a dos trabalhadores, é um caminho quase improvável.

Quase porque devemos acreditar que o ser humano sempre pode nos surpreender para melhor.

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