As pesquisas internas dos partidos indicam que o eleitor vota em quem tem o apoio do presidente Lula. É uma regra de ouro usada por Renan Filho, mas ela não é absoluta.
Em 2022, na disputa Paulo Dantas e Rodrigo Cunha, o apoio de Lula permitiu ao governador uma vantagem de 70 mil votos no segundo turno, o que lhe rendeu a vitória. Lógico, houve uma operação da Polícia Federal no meio do caminho, o afastamento de Paulo Dantas do cargo. Mesmo assim, Rodrigo Cunha só tinha o voto- não declarado por ele- de Jair Bolsonaro.
JHC crê na repetição deste cenário. O PL cobra declaração do voto a Flávio Bolsonaro para oferecer apoio, o que também significa dinheiro e tempo de televisão. Jota adia o anúncio e deve usar a mesma estratégia de Rodrigo Cunha em 2022, talvez confiando demais nas redes sociais.
Só a título de exemplo: João Campos, a quem JHC segue o modelo performático das redes, viu seu nome crescer ainda mais quando Lula anunciou apoio. No Ceará, Lula supera os 50% na intenção de votos, vantagem de 24 pontos em relação a Bolsonaro. Isso significa que Lula será o fiel da balança por lá.
Assim como na Paraíba, onde também a eleição está apertada- como em Alagoas.
O eu-sozinho, estilo de JHC, funcionou uma vez: com Ronaldo Lessa em 1998. Mas o maior cabo eleitoral de Lessa era o desastre e seus personagens da gestão Divaldo Suruagy, o que atingia o presidente FHC.
Hoje há um desastre na gestão Calheiros-Dantas? Ou o eleitor está cansado a ponto de buscar um nome novo no cenário? A conferir.




