O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou sua passagem por Nova Delhi, na Índia, para comentar pela primeira vez a homenagem recebida pela Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano.
Em conversa com jornalistas antes de embarcar para a Coreia do Sul, o mandatário se disse “muito grato” pelo enredo e confirmou que, assim que retornar ao Brasil, visitará a quadra da agremiação para agradecer pessoalmente aos componentes.
A homenagem, intitulada “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, marcou a estreia da escola no Grupo Especial do Rio de Janeiro, mas não escapou de intensas polêmicas.
Um dos pontos de maior atrito foi a ala “família em conserva” (imagem a baixo), que gerou fortes críticas de setores evangélicos e conservadores nas redes sociais.

Sobre o episódio, Lula foi categórico ao afastar qualquer influência política na criação artística: “Não foi o carnavalesco, nem o autor do samba. Não houve qualquer ingerência”, garantiu.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) já havia reforçado, em nota anterior, que o governo federal não teve participação no desenvolvimento da história contada na Sapucaí.
O comunicado esclareceu que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Comissão de Ética da Presidência chegaram a emitir orientações de conduta para evitar conflitos de interesse ou propaganda eleitoral antecipada, mas ressaltou que não existia impedimento judicial para a realização do desfile.
Apesar da visibilidade e da defesa presidencial, o resultado na apuração foi amargo para a escola de Niterói.
A agremiação, que utilizou a simbologia da resistência nordestina para narrar a trajetória de Lula, terminou a competição em último lugar e foi rebaixada para a Série Ouro, a segunda divisão do Carnaval carioca.