Nem o prefeito João da Costa (PT), nem o governador Eduardo Campos (PSB) devem impedir a consolidação da candidatura do senador petista Humberto Costa à prefeitura do Recife. Em entrevista a uma rádio local nessa manhã, o pré-candidato se mostrou confiante na unidade da Frente Popular e assegura que o ex-presidente Lula deverá “intervir”, em conversas com o governador, para que o PSB não lance uma candidatura própria à capital. O cacique-maior do PT tem encontro marcado com Campos nesta sexta-feira. “O PSB sempre lutou pela unidade. E ele sabe (o governador) que não se pode falar da Frente Popular sem o PT”, avaliou o senador.
As informações são do Diário de Pernambuco.
Humberto deu a entender que, para o seu partido, não existe a hipótese de marchar como vice numa composição tendo o PSB na cabeça de chapa – com um candidato escolhido pelo governador. O senador ainda reiterou que não acredita na vitória do prefeito João da Costa, que essa semana recorreu à outra instância do PT, para ter o direito de disputar a reeleição. “Eu acredito que essas investidas não terão sucesso. O que acontece é um desgaste político que não favorece ninguém”, completou.
O senador, porém, se esquivou em responder perguntas sobre a possível aproximação do PMDB ao PSB no Recife. De acordo com informações de bastidores, a apoio do governador a candidatura do jarbista Raul Henry (PMDB), na capital, faria parte de uma costura que vem sendo desenhada desde o processo de reaproximação de Eduardo Campos com o senador Jarbas Vasconcelos.
“Minha candidatura segue em frente. Eu nunca fui de resmungar, eu fui convidado pelo partido para ser o candidato. Em nenhum momento eu me coloquei como candidato. Inclusive, nas prévias, apoiei a candidatura do companheiro Maurício. Eu fui convocado para uma missão”, defende.
Além de correr contra o tempo para conquistar o apoio de Eduardo à sua postulação, Humberto Costa luta para descontruir o conceito de que foi um candidato “biônico”, ou seja, imposto pelo partido para o Recife. O termo ganhou as rodas da oposição e dos partidários do prefeito João da Costa.
“Com as prévias (pelas críticas de ambos os lados), eles perderam as condições de unificar o partido, a Frente Popular. Com um terceiro nome, a gente pode ganhar e eleição”, frisou, comemorando o apoio do presidente Lula, que segundo ele, estará em comícios e nas ruas pelo candidato do PT na capital.






