A presença de um governador mais à esquerda no processo eleitoral em Alagoas era incômoda ao presidente Castelo Branco, marechal retratado como um homem austero, sorriso discreto e, algumas vezes, ar terno.

Um ano após o golpe militar, Muniz Falcão ameaçava ganhar as eleições e, pior, tomar posse. Nascido em Ouricuri, em Pernambuco, Muniz fez carreira política em Alagoas. Foi governador entre 1956 e 1961. No meio do mandato, sofreu um processo de impeachment encabeçado pela Assembleia Legislativa, pressionada pelos usineiros que temiam uma revolução socialista.
Voltou ao cargo após vitória na Justiça mas anos depois, em 1965, concorreu às eleições, foi o mais votado, só que Castelo Branco surgiu no meio do caminho. Temia um efeito cascata no Nordeste, partindo de Alagoas, de vitoriosos que não tinham os mesmos interesses da “revolução de 64”.
O final surpreendente desta história e os efeitos dela estão no livro Alagoas: Ditadura, Subversivos, Heranças, que mostra uma versão até então inédita da instalação do golpe, com outro golpe.
A ditadura ainda se preparava para mostrar seu pior lado.
Serviço: Alagoas: Ditadura, Subversivos, Heranças
Autor: Odilon Rios
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