Tempos juninos.
Lula se reúne com Hugo Motta e Arthur Lira. Os deputados são contra o aumento de impostos, mas rejeitam cortar na própria carne para reduzir o déficit nas contas públicas.
Motta e Lira exigem corte de gastos. Porém o interesse maior é conservador: mais dinheiro para as emendas parlamentares.
Estão reservados R$ 50,4 bilhões para 2025. O governo empenhou R$ 85 milhões. Cobram ainda um dinheiro extra por terem facilitado a aprovação do ajuste fiscal no ano passado.
A ministra Gleisi Hoffmann prometeu agilizar R$ 600 milhões desde já para acalmar os ânimos.
Motta e Lira só acreditam vendo.
Há desconfianças tanto no lado dos deputados quanto do Governo.
E isso num momento em que o PP faz funcionar a federação com o União Brasil, aprofundando as críticas ao Governo Lula. Os dois partidos têm quatro ministérios. Mesmo assim, em abril, quando a federação foi lançada, convidaram Valdemar Costa Neto, líder do PL, e o líder do partido na Câmara Sóstenes Cavalcante.
Voltando a Motta e Lira. Além de voz dos deputados eles também são o corpo e a alma dos empresários mais ricos.
Eles, os empresários, reclamam que o Brasil tem benefícios sociais demais. E as pessoas, na visão deles, não querem mais trabalhar.
Também não abrem mão dos subsídios do Estado, tão odiado por eles.
Assim como os deputados nem abrem mão das emendas nem pautam o fim dos supersalários.
Motta e Lira empurram a conta a quem cobra e esperneia menos: o povo.
Afinal, farinha pouca, meu pirão primeiro.
