O governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, será lançado para a disputa presidencial em 16 de agosto. O regabofe será em São Paulo.
Zema é desconhecido pela maior parte do eleitorado brasileiro. Além disso, o ultraliberal Novo prega radicalização das privatizações, corte de gastos (menos SUS e educação para o povão), pautas muito distantes de outros rincões do Brasil, como o Nordeste e o Norte, cujas complexidades e desafios não são captados por uma legenda com cara de dono de banco.
Mas o governador de Minas parece disposto a mudar tudo isso. E tem no deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça um futuro aliado.
Gaspar é sondado pelo Novo, que sequer tem direção em Alagoas. Reaberto, poderá atrair as viúvas e viúvos de JHC, aqueles que alegam traição e choram lágrimas de sangue após o foto do prefeito com Lula.
Alfredo é filiado ao União Brasil, de onde discursa contra a corrupção. O partido é comandado pelo robótico Luciano Cavalcante, indicado por Arthur Lira.
Como Alfredo não recebeu nem as chaves do partido nem a senha do cofre, deve ir para um lugar onde será tratado como crê merecer.
Não vai romper com JHC porque isso seria entregar os cargos comissionados da Secretaria de Habitação.
Mas pode, sim, estar na campanha do próximo ano em outra posição. Talvez concorrendo ao Governo ou Senado. Ou à reeleição.
O tempo dirá.




