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Lira ensaia a chantagem que Bolsonaro gosta

Arthur Lira diz que a Economia (Paulo Guedes) é quem tem de arrumar espaço fiscal para bancar um novo auxílio emergencial.

Lira deu seu grito de independência da era Bolsonaro?

Parece que não.

Lira foi eleito, como se sabe, com apoio de Jair Bolsonaro e do mercado. Não rompeu com os dois. O deputado do PP sente a pressão das bases alagoanas (ano que vem haverá eleição) e, principalmente, da Fiesp.

A Fiesp- Federação das Indústrias de São Paulo- defende o retorno do auxílio para 35 milhões de pessoas. É metade da população que hoje precisa de ajuda: 70 milhões.

Mas Lira não contesta a proposta de Bolsonaro- um auxílio emergencial de R$ 200, provavelmente em 3 parcelas.

Também não demonstrou apoiar a iniciativa da oposição- R$ 600.

Lira entendeu o jogo. Bolsonaro faz chantagem com os números e o orçamento ainda não aprovado.

Vamos vendo.

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