O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, apresentou uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os pedidos está a prisão preventiva, com o argumento de que ela seria necessária para garantir a ordem pública diante das suspeitas de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude processual.
A solicitação foi motivada por relatórios da Polícia Federal que apontam movimentações financeiras consideradas atípicas nas contas de Bolsonaro, totalizando cerca de R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024. Parte desses recursos teria sido transferida para familiares próximos, como Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, o que levantou suspeitas de tentativa de ocultação de patrimônio e dissimulação da origem dos valores.
Além da prisão preventiva, Lindbergh Farias também pediu o bloqueio e sequestro de bens, bem como a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Bolsonaro e seus familiares. Segundo o deputado, essas medidas são necessárias para evitar a continuidade das práticas investigadas e preservar a autoridade do Judiciário diante de possíveis tentativas de desestabilização institucional.
A representação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que envolvem o ex-presidente.








