Lessa ainda sonha com 2º turno

O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) aposta todas as fichas no segundo turno em Maceió. Acredita que vai reverter a vantagem- por enquanto favorável- ao deputado federal Rui Palmeira (PSDB).

A confiança dele existe em dois momentos. No dia 1º, a TV Pajuçara promove o primeiro debate, na TV, entre os candidatos a prefeito. Lá, ele quer descontruir a imagem de Rui. Vai repetir a aliança dele com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB)- e aliar aos problemas de Alagoas na educação, segurança, saúde.

Após este estágio, Lessa senta diante da TV. No dia 6 de outubro- um dia antes da votação- a TV Gazeta divulga a terceira e última pesquisa Ibope com as intenções de voto em Maceió.

“Não há chance de substiuição”, diz um aliado do ex-governador. Portanto, as chances da campanha lessista ser mais dura, no discurso, nos próximos dias é real. No dia 4 de outubro, a campanha na TV e no rádio será suspensa. Na prática, faltam dois programas para insistir na estratégia anti-Rui.

E os programas na TV seguem a mesma característica das últimas semanas. Rui Palmeira não responde aos ataques de Ronaldo Lessa, não mostra o governador, não cita o seu partido, fala em “parceria” com o Governo Federal- do PT- para obras públicas.

E mais uma destas obras foi mostrada no guia: o polo digital, envolvendo jovens na capital. A coincidência é que o programa foi mostrado 24 horas antes do lançamento do Plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra, o Juventude Viva, assinado pelo Governo Federal em parceria com o Estadual.

E, para “esquentar” o ritmo e identificar o Governo do Estado com Rui, jovens apareciam pedindo votos ao tucano da capital.

Lessa preferiu mostrar a crise no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió, a prisão do presidente do Sindicato dos Médicos, Welligton Galvão, e chamar Rui de “padrinho político do governador”.

E insiste na pergunta que pode retirar votos de Rui: “O que ele fez por Maceió”. Rui mostra suas obras no guia. Lessa prefere chamar o tucano de “marmota”. E o governador de “preguiça”.

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