A defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália, aposta em um laudo psiquiátrico de quase 90 páginas como peça central para tentar converter sua prisão preventiva em prisão domiciliar. O documento foi elaborado pela clínica Vida Mental Perícias, sob responsabilidade do psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro, conhecido por atuar em casos de grande repercussão nacional. As informações são do Metrópoles.
O laudo aponta que Zambelli sofre de uma série de condições médicas e psicológicas, incluindo fibromialgia, síndrome da taquicardia postural ortostática, depressão grave e transtornos impulsivos. Segundo os peritos, essas enfermidades comprometem sua saúde física e mental, agravadas pelas condições de encarceramento no Instituto Penitenciário de Rebibbia, em Roma. A avaliação foi feita de forma indireta, com base em documentos médicos e histórico clínico, já que a parlamentar está sob custódia.
A defesa argumenta que Zambelli enfrenta dificuldades para acessar medicações específicas e alimentação adequada, além de apresentar risco elevado de suicídio. O laudo está sendo traduzido oficialmente para ser apresentado às autoridades italianas na audiência marcada para o dia 27 de agosto, quando será discutida a possibilidade de mudança no regime de prisão.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após ser considerada foragida desde maio, foi presa em Roma no fim de julho. A Justiça italiana também realizou uma perícia médica oficial, cujo resultado será confrontado com o laudo da defesa na próxima audiência.
A estratégia é sensibilizar as autoridades italianas para o estado de saúde da deputada.








