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Kast convida Flávio Bolsonaro e abre crise silenciosa com Lula

A cerimônia de posse de José Antônio Kast no Chile, marcada para esta quarta-feira (11), começou antes mesmo da faixa presidencial ser entregue.

O que deveria ser um rito de passagem democrático transformou-se em um foco de atrito diplomático após o presidente eleito chileno estender o tapete vermelho para figuras centrais da oposição brasileira: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o movimento não foi apenas um detalhe protocolar, mas uma clara “indelicadeza”.

Segundo aliados próximos ao Palácio do Planalto, a avaliação é que, embora Kast tenha tentado ensaiar um tom moderado após a vitória, o convite direto aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, principais adversários políticos do petista, revela uma profunda falta de diplomacia.

O descontentamento subiu de tom especificamente com a inclusão de Eduardo Bolsonaro na lista, uma vez que o ex-parlamentar é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação em processo judicial.

Apesar do mal-estar, o Itamaraty adota uma postura de cautela estratégica.

Diplomatas brasileiros ponderam que o episódio, embora incômodo, é considerado um “ruído menor” quando comparado ao histórico de ofensas desferidas pelo presidente argentino, Javier Milei.

O entendimento é que os canais de diálogo com Santiago não serão interrompidos por este gesto, mantendo o pragmatismo necessário nas relações bilaterais.

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