O ex-deputado federal Jean Wyllys recebeu uma determinação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul para excluir uma publicação na qual ele fazia comentários ofensivos sobre o governador do estado, Eduardo Leite. Wyllys chamou Leite de autoritário e acusou-o de ter “homofobia internalizada”.
Essas declarações polêmicas foram feitas após o governador anunciar que manteria as escolas cívico-militares no estado. Em resposta, Wyllys insinuou sobre a sexualidade de Leite, que é assumidamente homossexual. Ele afirmou que gays com “homofobia internalizada” desenvolvem fetiches em relação ao autoritarismo e aos uniformes, especialmente se forem brancos e ricos.
A determinação do TJ-RS também incluiu a quebra de sigilo de dados do ex-deputado, que deverá ser atendida pelo Twitter nos próximos cinco dias. O objetivo é obter informações sobre os cadastros de Wyllys na rede social, assim como a localização do seu celular ou computador no momento da publicação.
A juíza responsável pelo caso considerou que a publicação feita por Wyllys não se tratava apenas de uma crítica ao governo, mas sim de ofensas homofóbicas contra o governador. O ex-deputado agora é acusado de injúria contra funcionário público e por incitar prática discriminatória.








