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Julgamento de Bolsonaro: STF aumenta segurança e 30 policiais dormem em prédio do Supremo

O Supremo Tribunal Federal (STF) está adotando medidas de segurança extraordinárias diante do julgamento de Jair Bolsonaro e outros envolvidos na suposta tentativa de golpe. O processo, marcado para começar em 2 de setembro, mobiliza uma operação inédita de proteção aos ministros e à sede do tribunal.

Como parte do plano, o STF realizará varreduras nas residências dos magistrados. A medida visa garantir que não haja dispositivos de escuta ou qualquer tipo de ameaça à integridade física dos ministros. Essa ação reflete o clima de tensão que cerca o julgamento, considerado um dos mais sensíveis da história recente do país.

Além disso, cerca de 30 policiais judiciais de diferentes tribunais foram convocados para reforçar a segurança. Eles estão alojados dentro do próprio STF, dormindo em beliches montados no prédio, e permanecerão em regime de plantão 24 horas por dia por pelo menos dois meses. O objetivo é garantir resposta imediata a qualquer incidente.

A Praça dos Três Poderes também terá acesso restrito durante esse período. Barreiras físicas, como grades de proteção, continuarão instaladas, e o policiamento será intensificado. A preocupação é especialmente alta por conta da proximidade com o feriado de 7 de Setembro, data que costuma atrair manifestações bolsonaristas.

O episódio envolvendo Francisco Wanderley Luiz, que se explodiu em frente ao STF em 2024, ainda repercute entre os agentes de segurança. O temor é que novos atos isolados possam ocorrer, especialmente se houver condenações. Por isso, o tribunal está tratando o julgamento como um evento de risco elevado.

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