O juiz Marcelo Tadeu assume, por 30 dias, a cadeira de desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas. Ex-titular da Vara de Execuções Penais, Tadeu foi um dos juizes responsáveis pela condenação de integrantes da gangue fardada- organização criminosa liderada pelo ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, na década de 90.
Como titular da Execuções Penais, acabou- há quatro anos- com o regime semi-aberto- por entender que ele não tinha condições de funcionamento.
Denunciou ainda o deputado João Lyra (PSD) como um dos autores intelectuais do assassinato do fiscal Silvio Carlos Luna Viana, coordenador-geral de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de Alagoas, no dia 28 de outubro de 1996. Quando foi morto com rajadas de metralhadora, o fiscal carregava em seu carro uma pasta com ofícios cobrando uma dívida milionária de usineiros alagoanos.
Ele escapou de morrer em 4 de julho de 2009, quando um advogado foi assassinado por engano perto dele, no bairro da Ponta Verde. Por mais de uma vez, Marcelo Tadeu afirmou que sua “cabeça” custava R$ 20 mil. Em junhodo ano passado, viajou a Brasília para uma audiência com a ministra Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a fim de relatar o caso.
Em julho do ano passado, defendeu a implosão do fórum do Barro Duro- por ele ameaçar a vida dos que andavam dentro dele.
Uma ação popular – acatada pela 18ª Vara Cível da Capital – pediu que a Uchôa e a Construtora Sauer Ltda. devolvessem ao TJ-AL R$ 2,2 milhões a título de indenização, “em face da infringência das regras da boa engenharia determinadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e que gerou a prejuízos ao erário devido à necessidade de reforma e reforço estrutural do prédio do Fórum de Maceió”, diz a ação.A construtora tocou as obras.
Com paredes e teto ameaçando desabar e laudos de engenharia apontando que o material usado na construção era de péssima qualidade, o fórum do Barro Duro – um dos maiores de Maceió – foi fechado há três anos para reforma, depois que os funcionários tiveram de abandonar a sede às pressas. Houve o registro de um tremor na estrutura.
Mesmo a reforma realizada há dois anos – que custou R$ 5 milhões – não corrigiu as falhas do prédio.








