O jovem Al Unser Ayslan Silva do Nascimento, 21 anos, acusado de assassinar o torcedor do CRB, Jônatas Daniel dos Santos, 24 anos, em frente ao Estádio Rei Pelé, na saída do jogo do último sábado, entre o Galo e o América-RN, confessou o crime.
As informações são da Gazeta de Alagoas.
A arma foi encontrada embaixo do banco de um dos ônibus utilizados pelos integrantes da torcida Máfia Vermelha, do América-RN, durante uma revista na tarde do domingo. Três testemunhas, membros do mesmo grupo que o acusado, o apontaram como autor dos disparos contra Jônatas.
Segundo a delegada Adriana Gusmão, que investigou o caso, foi um longo e cansativo trabalho, realizado desde a noite do crime até a tarde do dia seguinte. Todos os torcedores foram interrogados e, após muitas contradições, os colegas acabaram apontando Al Unser Ayslan como assassino. “As três testemunhas o viram da janela do ônibus com a arma na mão. Depois de ser interrogado diversas vezes, ele confessou ter atirado no torcedor do CRB”, contou a delegada.
Mas, em entrevista à TV Gazeta, concedida ainda na noite do crime, o jovem negou o assassinato.
O natalense permanece preso na Casa de Custódia de Alagoas. O advogado do acusado, Daniel Sampaio, avisou que entrará com habeas corpus ainda esta semana. “Impor ao acusado o cumprimento antecipado de uma pena é ferir um princípio constitucional, no que pertine ao princípio da inocência”, afirmou Sampaio.